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Bandes prevê investimentos de R$ 2,45 bi para descomissionamento

Banco de desenvolvimento do estado já liberou mais de R$ 53 milhões para empresas do estado e oferece linhas para projetos de infraestrutura, transição energética, transformação digital e economia de baixo carbono

Por Rosely Maximo

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O setor de petróleo e gás é um dos focos de atuação do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), dentro da atividade do banco em conexão com a política de desenvolvimento do governo do estado.

Entre as áreas de grande investimento está o descomissionamento de plataformas, que deve movimentar R$ 2,45 bilhões no estado entre 2022 e 2026, envolvendo 751 instalações, beneficiando principalmente o setor metalmecânico, além de movimentar os mercados de sucata, apoio marítimo, equipamentos submarinos, entre outros.

As informações foram apresentadas pelo diretor do Bandes, Marcelo Saintive, na manhã do primeiro dia do Vitória Petroshow, em reunião paralela da da Comissão Especial de Petróleo, Gás e Energia da Assembleia Legislativa do Espírito Santo.

De acordo com Saintive, o setor de P&G do Espírito Santo cresceu 23,1% em 2023, com mais de R$ 1,3 bilhão arrecadados com royalties e participações especiais. São 12 mil empregos diretos gerados, com uma cadeia produtiva formada por 527 empresas, das quais 80,8% são fornecedores, 6,6% de E&P, 10,1% da área de abastecimento, 1,5% petroquímica e 0,9% derivados de petróleo. O levantamento é baseado na metodologia utilizada no Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural no Espírito Santo/Findes.

Desde 2008 até 2024, o Bandes liberou mais de R$ 53 milhões para empresas da cadeia produtiva do estado. Deste total, R$ 20 milhões para o E&P, R$ 32,7 milhões para a cadeia fornecedora, R$ 426 mil para abastecimento e R$ 95,5 mil para petroquímicos.

O banco oferece soluções financeiras como produtos de crédito, fundos garantidores, serviços e recursos não reembolsáveis com vistas a alavancar o capital privado e a inovação, atrair cadeias produtivas e oportunidades de investimento e induzir o desenvolvimento regional sustentável.

Entre as áreas de atuação estratégica estão a de infraestrutura, transição energética, transformação digital e economia de baixo carbono, com oportunidades para eletrificação e uso de fontes renováveis na mobilidade urbana, financiamento da substituição da frota por veículos elétricos, apoio à instalação de rede de pontos de carregamento de baterias, entre outros.

Entre os destaques de 2023, Saintive citou a liberação de R$ 72 milhões do Finep para projetos de tecnologia e inovação em micro e pequenas empresas, U$ 50 milhões em captação com o NDB para o Programa BNDES Infra Sustentável, maior captação externa da história do Bandes, R$ 46 milhões para Liquiport (Vila Velha), na maior operação de crédito com linha do BNDES, mais de R$ 100 milhões para novos investimentos do Fundesul Presidente Kennedy, com destaque para projetos de usinas solares, entre outros.

Para inovação são 5 linhas vigentes do BNDES e 7 do Finep, além do financiamento do FDNE, voltado para implantação, ampliação, modernização e diversificação de investimentos em infraestrutura e serviços públicos e em empreendimentos produtivos na área de atuação da Sudene no Espírito Santo. O limite de financiamento para implantação é superior a R$ 20 milhões e para modernização, ampliação e diversificação de R$ 15 milhões. Os prazos são de até 20 anos para projetos de infraestrutura e de até 12 anos para os demais empreendimentos, já incluído o período de carência de até um ano. A taxa efetiva de juros é de até 10,73% a.a. para projetos prioritários de infraestrutura e de 11,43% a.a. para outros projetos.

 

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