CONTEÚDO DE MARCA

Utility-scale no Brasil: o desafio de terrenos complexos

À medida que o mercado solar amadurece e grandes usinas avançam sobre áreas com condições mais desafiadoras, topografia e características do solo ganham peso nas decisões de engenharia, nos custos de implantação e na gestão de riscos

Conteúdo produzido por NextPower

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A energia solar ganhou escala no Brasil. Em setembro de 2026, o país alcançou 77,6 GW de potência fotovoltaica instalada, superando, com três meses de antecedência, a projeção de 75,9 GW traçada pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) para o fim do ano. Dados da entidade contabilizavam, em julho, 18,8 mil usinas de geração centralizada, segmento que reúne os empreendimentos de maior porte. A expansão da fonte já movimentou R$ 328,2 bilhões em investimentos acumulados no País, segundo a associação.

O movimento acompanha uma transformação mais ampla na América Latina e no Caribe. Dados da Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (OLADE) mostram que a capacidade de geração renovável da região cresceu 7% em 2025, enquanto solar e eólica responderam, juntas, por 61% da nova capacidade instalada naquele ano.


É nesse mercado de grandes empreendimentos de geração que se insere o chamado utility-scale. Embora o termo em inglês tenha se incorporado ao vocabulário do setor, sua expansão no Brasil e na América Latina começa a trazer desafios próprios. À medida que o mercado amadurece, fatores como disponibilidade de áreas, características do relevo e condições geotécnicas passam a ter peso crescente na concepção e na viabilidade econômica dos empreendimentos.


Implantar uma usina fotovoltaica em áreas de topografia irregular ou solos rochosos, por exemplo, pode exigir adaptações no estaqueamento e nas fundações, além de interferir no posicionamento dos trackers — estruturas que acompanham o movimento do sol — e no próprio desenho da planta. Dependendo das características do local, também pode ser necessária maior movimentação de terra.


Essas variáveis ultrapassam a etapa de engenharia. Elas podem afetar o investimento inicial — o chamado CAPEX —, o ritmo de instalação, o cronograma de comissionamento e a exposição a riscos durante a construção e a operação do ativo. Nesse cenário, conhecer as características do terreno desde as primeiras fases do desenvolvimento torna-se parte relevante da estratégia para aumentar a previsibilidade do empreendimento.

 

Uma das abordagens adotadas pela indústria é utilizar sistemas de rastreamento capazes de acompanhar os contornos naturais do terreno, reduzindo a necessidade de modificá-lo para receber os equipamentos. A lógica é diminuir intervenções civis e, consequentemente, algumas das incertezas associadas à preparação da área.


É nesse contexto que se insere o NX Horizon-XTR™, sistema de tracker de eixo único da Nextpower desenvolvido para operar em terrenos inclinados e irregulares. A tecnologia acompanha os contornos naturais da área e, segundo a fabricante, pode reduzir a necessidade de nivelamento, movimentação de terra e a altura das estacas utilizadas na instalação.


No Brasil, uma aplicação dessa abordagem está no Complexo Solar Serrita, em Pernambuco. O empreendimento foi implantado em uma área de terreno ondulado e solo rochoso, condições que normalmente demandariam maior volume de obras civis. De acordo com estudo de caso divulgado pela Nextpower, a utilização do NX Horizon-XTR™ permitiu reduzir em cerca de 50% a necessidade estimada de movimentação de terra, com reflexos também sobre a execução da instalação.


O caso ilustra uma questão que tende a ganhar relevância à medida que o mercado de geração solar de grande porte amadurece: a produtividade de uma usina começa antes de os módulos entrarem em operação. Decisões tomadas na análise do terreno, no desenho da planta, na escolha dos equipamentos e no planejamento da construção podem determinar custos, prazos e desempenho ao longo de toda a vida útil do empreendimento.


Nesse novo estágio do utility-scale brasileiro, ampliar a capacidade instalada continua sendo importante, mas já não é o único desafio. Transformar áreas mais complexas em ativos competitivos, com maior previsibilidade de custos e execução, coloca engenharia, tecnologia e planejamento no centro da próxima etapa de expansão da energia solar de grande escala no País.

https://nextpower.com/post/case-study/nx-horizon-xtr-case-study?locale=en-US