BNB prevê ampliar crédito para óleo, gás e energia em Sergipe
Banco acompanha novos investimentos no estado e oferece financiamento para projetos de exploração, infraestrutura, fertilizantes, energias renováveis e data centers
O Banco do Nordeste (BNB) pretende ampliar o apoio financeiro aos investimentos associados à expansão da indústria de óleo e gás em Sergipe. Em entrevista à Brasil Energia, o gerente-geral da principal agência do banco no estado, Franco Vieira, afirmou que a instituição acompanha os projetos relacionados a Sergipe Águas Profundas, à retomada da produção de fertilizantes e ao desenvolvimento da cadeia local de fornecedores.
Segundo Vieira, o banco já financiou neste ano um projeto de exploração de petróleo onshore em Sergipe e analisa novas operações nos segmentos de óleo e gás e fertilizantes. O executivo também citou oportunidades em energias renováveis, hidrogênio de baixo carbono e data centers. Em 2025, o BNB aplicou mais de R$ 3 bilhões no estado e pretende manter volume semelhante em 2026.
Veja os principais destaques:
Crédito para a cadeia de óleo e gás: O BNB busca aproximar a oferta de crédito dos investimentos previstos para a cadeia de petróleo e gás em Sergipe, atendendo empresas de diferentes portes. Segundo Vieira, a instituição acompanha tanto as demandas de grandes projetos quanto as necessidades de pequenas empresas fornecedoras de bens e serviços. O banco considera o setor estratégico para a economia estadual por seu potencial de geração de empregos, renda e atividade empresarial. A expectativa é que os projetos em águas profundas e a ampliação da produção industrial aumentem a demanda por financiamento.
Banco já financiou projeto onshore: Vieira informou que o BNB financiou em 2026 um projeto de exploração de petróleo onshore em Sergipe. O empreendimento encontra-se em fase de implantação. O banco também possui projetos em análise ligados à indústria de fertilizantes, segmento que ganhou espaço com a retomada das operações da Fafen e com os recursos minerais existentes no estado. A presença em eventos do setor, segundo o gerente, permite ao BNB identificar empresas que estão chegando ao estado e antecipar as necessidades de crédito dos novos investimentos.
FNE é a principal fonte de financiamento: O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) é o principal instrumento utilizado pelo BNB para apoiar projetos de óleo e gás, energia e infraestrutura. As linhas podem financiar diferentes etapas dos empreendimentos, desde a implantação de grandes projetos até atividades de exploração e produção, transporte, compra de máquinas e equipamentos e capital de giro. Segundo Vieira, o FNE oferece taxas e prazos voltados a investimentos de longo prazo. O banco também disponibiliza operações para comércio exterior, incluindo financiamento à importação e à exportação.
Aplicações superaram R$ 3 bilhões em Sergipe: O BNB aplicou mais de R$ 3 bilhões em Sergipe em 2025. Para 2026, a meta é manter um volume próximo ao registrado no ano anterior. Parte dos recursos é direcionada a projetos de infraestrutura, incluindo petróleo e gás, energia e saneamento. Vieira não detalhou o volume exclusivo destinado ao setor de óleo e gás, mas afirmou que o banco já realizou operações no segmento neste ano e acompanha novos projetos em desenvolvimento no estado.
Renováveis e hidrogênio integram portfólio: Além de petróleo e gás, o banco financia a diversificação da matriz energética regional. O portfólio inclui projetos de geração solar e eólica, além de iniciativas relacionadas ao hidrogênio de baixo carbono e a empreendimentos que incorporem novas tecnologias energéticas. Segundo Vieira, o BNB avalia os projetos de acordo com a capacidade de gerar atividade econômica e atender às demandas de infraestrutura dos estados nordestinos.
Data centers podem receber financiamento: O banco também acompanha projetos de data centers em avaliação para Sergipe. Vieira afirmou que o BNB recebeu demandas e estudos que indicam a possibilidade de financiar empreendimentos desse tipo no estado. A instituição mantém contato com órgãos de desenvolvimento e acompanha a prospecção de novos projetos. A instalação de data centers tende a exigir investimentos em infraestrutura elétrica, geração de energia, conectividade e sistemas de segurança de fornecimento.
Agilidade no crédito é um dos desafios: Para Vieira, um dos principais desafios é garantir que o crédito esteja disponível no momento necessário à execução dos investimentos. O banco vem revisando processos internos para reduzir prazos e adequar a análise financeira ao cronograma dos projetos. O gerente também apontou a necessidade de alinhamento entre legislação, governos, instituições financeiras e empresas. Segundo ele, grandes projetos dependem da coordenação entre os diferentes agentes envolvidos na cadeia produtiva.
Assista a entrevista na íntegra aqui.
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