Petrobras avalia projetos de exploração e oferta de gás natural
Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção da companhia, aborda contratos de FPSO, regulação do setor e cronogramas de perfuração
A geóloga Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção da Petrobras, em entrevista para a Brasil Energia durante o Sergipe Oil & Gas 2026, detalhou o andamento do projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), as discussões regulatórias sobre o mercado de gás natural no Brasil e o cronograma de atividades exploratórias da companhia.
A executiva falou dos planos operacionais da Petrobras para o projeto SEAP, incluindo a contratação dos navios-plataforma (FPSOs) e os desafios associados à infraestrutura de escoamento por gasoduto. Sylvia Anjos contextualizou a política da empresa para o aumento da oferta de gás natural, os critérios técnicos que condicionam a reinjeção ou comercialização do insumo e o panorama de licenciamento ambiental para perfurações em novas fronteiras exploratórias, como a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas.
Principais destaques:
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Contratação de plataformas para o projeto SEAP:
A Petrobras contratou dois FPSOs junto à SBM Offshore para o projeto Sergipe Águas Profundas. De acordo com a executiva, a vitória da mesma empresa nos dois lotes busca padronizar a engenharia e acelerar a execução. A meta estipulada para o primeiro óleo do projeto SEAP 1 é o ano de 2030.
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Infraestrutura e decisão de investimento do gasoduto:
A viabilidade do gasoduto de escoamento depende da operação conjunta das duas unidades de produção. A aprovação final do investimento, estimado em cerca de 1 bilhão de dólares para a extensão do duto e conexão de 29 quilômetros até a rede de transporte, permanece pendente de aprovação pela diretoria e pelo Conselho de Administração devido às incertezas regulatórias.
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Discussão regulatória e mercado de gás:
Sylvia Anjos abordou o mecanismo de gas release e defendeu a manutenção da estabilidade contratual para garantir aportes de longo prazo. A executiva citou o aumento da oferta interna da Petrobras, que passou de 29 milhões para cerca de 50 milhões de metros cúbicos diários, impulsionado por intervenções operacionais e pela conclusão do Rota 3.
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Reinjeção de gás e teor de CO₂:
A decisão entre reinjetar ou exportar o gás associado é determinada pelo teor de contaminantes. Em campos do pré-sal como Mero (46% de CO₂) e Júpiter (76% de CO₂), a separação exige plantas de processamento de grande porte, inviabilizando a exportação direta em plataformas não projetadas para essa finalidade. Para novas unidades, como Búzios 12, o projeto contempla a exportação e a criação de um polo de escoamento.
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Atividades exploratórias e licenciamento:
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Poço Morpho: A perfuração do poço Morfo tem previsão de atingir o reservatório em agosto de 2026.
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Margem Equatorial e Pelotas: A realização de novas perfurações em blocos da Margem Equatorial aguarda concessão de licenças ambientais. Na Bacia de Pelotas, a empresa realiza levantamentos sísmicos em 32 blocos antes da seleção de alvos.
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Perfuração em terra: A companhia planeja realizar perfuração exploratória terrestre na Bahia e em Urucu (AM).
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