IBP sugere índice para avaliar valor territorial do petróleo
IBP sugere índice para avaliar valor territorial do petróleo
Índice de valor do petróleo foi apresentado em painel que debateu impactos locais das operadoras independentes na ROG.e 2026. Especialistas apontaram gargalos na comunicação entre o setor de O&G e os órgãos públicos
A criação de um “índice de valor do petróleo” foi levantada durante o painel “Desenvolvimento territorial e impactos locais das operadoras independentes” na ROG.e 2026, na quinta-feira (24), como uma possível forma de mensurar o impacto socioeconômico e territorial da indústria de petróleo e gás.
Segundo a gerente de Modelagem Econômica e Gestão de Comitês do IBP, Bárbara Ferreira, a responsável por destacar essa forma, a ideia é avançar além das métricas tradicionais (barris produzidos, arrecadação, entre outros) e mostrar o “valor territorial do petróleo”.
Para tanto, precisaria levar em consideração outros fatores, como a renda que circula na região afetada pelas atividades das operadoras independentes, qualidade de emprego, a densidade dos fornecedores e sua capacidade, as infraestruturas criadas e competências locais.
Esta mensuração seria viável a partir do cruzamento de dados públicos da ANP, da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (PNAD), o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e de outras instituições.
A gerente do IBP ressaltou que o reconhecimento da economia circular do local pode viabilizar esse modelo, já que a demanda do setor de petróleo movimenta a geração de empregos e consumo local.
De acordo com o superintendente de pesquisa da FGV Energia, Márcio Couto, as operadoras independentes têm um papel importante em aumentar a riqueza e sua circulação.
A chegada das operadoras independentes nas cidades do interior do Brasil, notadamente na região Nordeste (por exemplo: Origem Energia, PetroReconcavo, Brava Energia, Alvopetro, Azevedo & Travassos Energia, Petro-Victory Energy), ajudaram a dinamizar a economia local, segundo o gerente executivo da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo e Gás Natural (Abpip), Lucas Lima.
Em sua fala, ele também defendeu maior capacitação técnica para as pequenas e médias empresas. No seu entendimento, estas poderiam se beneficiar com a economia circular que as operadoras estão promovendo na região, mas às vezes não atendem os requisitos necessários (ESG, segurança, certificados, compliance).
Outra questão apontada por todos os painelistas foi a falta de comunicação entre o setor privado e o público. De acordo com Couto, a indústria “cai no erro” de falar em diversas ocasiões de forma técnica entre os agentes do setor.
Além disso, há dificuldade de levar informação qualificada aos órgãos públicos. Márcio Couto defendeu ação conjunta entre associações, academias e instituições no envio de dados aos órgãos e na capacitação técnica.
Também pontuou a necessidade das empresas divulgaram o conhecimento técnico que possuem com o setor público, pois detém conhecimento técnico dos gargalos regionais e podem apoiar e orientar os governos e como alocar eficientemente os recursos.
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