Magral prepara testes hidráulicos para novas fronteiras no mar
Diretor da empresa, Luiz Afarelli, destaca o aumento das consultas para o pré-sal e a Margem Equatorial, a gestão de custos de importação e as soluções de eficiência energética
Com mais de duas décadas de trajetória no segmento de sistemas hidráulicos e pneumáticos de alta pressão, a fabricante brasileira Magral observa uma intensificação de consultas comerciais motivada pela expansão do pré-sal e pelas expectativas em torno da exploração na Margem Equatorial. A companhia desenvolve e integra unidades voltadas a testes hidrostáticos de pressão para equipamentos submarinos (subsea) e de superfície antes do comissionamento em poços offshore.
Em entrevista à Brasil Energia durante a ROG.e, o diretor da companhia, Luiz Afarelli, explicou como a empresa estrutura seus processos para mitigar impactos cambiais e logísticos decorrentes da importação de componentes para altíssimas pressões. O executivo também detalhou a estratégia de nacionalização de estruturas mecânicas e itens de baixa/média pressão, a qualificação ambiental da cadeia de fornecedores e as inovações em automação e engenharia que reduziram em quase 30% o uso de matérias-primas nas estruturas de teste.
Veja os principais destaques da entrevista:
Trajetória e foco operacional
Fundada em 2002, a empresa familiar especializou sua engenharia no ciclo de expansão do pré-sal para atender grandes fornecedores e operadoras (majors) com unidades customizadas de testes de pressão hidrostática, assegurando a integridade de equipamentos antes da descida ao leito marinho.
Perspectivas na Margem Equatorial e inovação
A companhia monitora o horizonte regulatório e técnico de maturação da Margem Equatorial (estimado em cerca de sete anos até a comercialização), enfatizando que o petróleo seguirá como agente financiador da transição e da inovação energética no país.
Gestão de custos e insumos importados
Diante da inexistência de fabricantes nacionais para componentes de altíssimas pressões de trabalho, a empresa importa válvulas e tubulações da Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido. Para neutralizar a volatilidade do frete internacional e do câmbio sem repassar aumentos aos clientes, adota uma estrutura operacional enxuta e controle rigoroso de processos.
Nacionalização e parcerias locais
Componentes de baixa e média pressão, tubulações intermediárias e estruturas metálicas são adquiridos e desenvolvidos junto a fornecedores brasileiros, assegurando suporte técnico de engenharia e competitividade comercial.
Conformidade ESG na cadeia de suprimentos
Como a montagem final gera baixo volume de resíduos, a empresa foca em processos auditáveis de homologação e qualificação de fornecedores, exigindo rastreabilidade de materiais e descarte correto de refugos industriais.
Eficiência energética e alívio de peso
O departamento de engenharia redesenhou as estruturas metálicas de teste, alcançando redução de quase 30% no consumo de insumos metálicos e solda sem perda de resistência mecânica. O projeto incorpora motores de alto rendimento e automação industrial para minimizar o consumo elétrico durante a operação de bombas.
Veja a entrevista na íntegra aqui.
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