Revista Brasil Energia | ROG.e 2026

Speedcast amplia redes LTE privadas e cibersegurança offshore

André Santana, country manager da companhia, analisa a evolução da conectividade híbrida em plataformas, a integração de inteligência artificial em borda e a transição para operações remotas de ROVs

Por Gilberto Lima

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Com mais de duas décadas de atuação contínua no mercado brasileiro de telecomunicações para óleo e gás, a Speedcast (SC Caprock) tem liderado a implantação de redes móveis privadas LTE e infraestruturas híbridas de satélite em plataformas de produção, sondas e embarcações de apoio. A expansão de constelações de baixa órbita (LEO), somada aos satélites geoestacionários e cabos ópticos submarinos, transformou as unidades marítimas em ambientes altamente digitalizados, demandando soluções de conectividade sem fio de alta capacidade e proteção cibernética de ponta a ponta.

Em entrevista à Brasil Energia durante a ROG.e, o country manager da companhia, André Santana, detalhou como a tecnologia LTE viabiliza o uso de dispositivos móveis intrinsecamente seguros, monitoramento remoto de transbordo de petróleo (ship-to-ship) e telemedicina a bordo. O executivo também abordou testes pioneiros de pilotagem remota de robôs submarinos (ROVs) a partir do exterior, o papel da plataforma de gestão Sigma no processamento de inteligência artificial em borda (edge computing) e os protocolos de resposta rápida a incidentes de cibersegurança para mitigar paralisações operacionais.

Veja os principais destaques da entrevista:

Conectividade híbrida e salto de capacidade

A infraestrutura de comunicação offshore migrou para modelos híbridos que combinam satélites de baixa órbita (como Starlink e OneWeb), satélites geoestacionários tradicionais e conexões de fibra óptica submarina. A redução de latência e o elevado tráfego de dados viabilizam a transmissão contínua de informações do mar para os centros de decisão em terra.

Redes privadas LTE no ambiente marítimo

A tecnologia celular privada substitui a necessidade de cabeamento estruturado adicional em ativos operacionais já em navegação, superando barreiras físicas das estruturas metálicas de FPSOs. As redes permitem o uso de tablets, smartphones à prova de explosão e sensores wearables em áreas classificadas com risco de gás.

Aplicações práticas e conformidade operacional

O LTE suporta operações críticas e reguladas por órgãos ambientais e aduaneiros, como manobras de transferência de carga ship-to-ship, detecção precoce de vazamentos por câmeras analíticas, controle de acesso a áreas de risco por crachás inteligentes e telemedicina para tripulações.

Inteligência artificial e processamento em borda

Por meio da plataforma de hardware e virtualização Sigma, a empresa integra algoritmos de parceiros para análise de vídeo e dados diretamente na ponta (edge computing). A expectativa é que a convergência entre gêmeos digitais, IA e telecomunicações atinja plena maturidade na indústria energética em um horizonte de até cinco anos.

Operação remota de robôs submarinos (ROVs)

Santana citou projeto-piloto recente com a Petrobras na Bacia de Campos, no qual um operador em Aberdeen, na Escócia, manobrou em tempo real um ROV em águas brasileiras. A operação combinou fibra submarina, redes privadas e satélites LEO com baixíssima latência, respondendo também à tendência demográfica de redução de pessoal em embarques prolongados.

Cibersegurança e monitoramento contínuo

Diante do risco de paralisações emergenciais (shutdowns) provocadas por ataques virtuais, a empresa aplica criptografia de dados, VPNs privadas e ferramentas automatizadas que monitoram portas de rede e bloqueiam comportamentos anômalos. As defesas são centralizadas em Centros de Operações de Rede (NOC) ativos 24 horas por dia para frotas inteiras.

Veja a entrevista na íntegra aqui.

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