Revista Brasil Energia | ROG.e 2026

Wika investe R$ 100 mi em nova fábrica e foca no offshore

Fernando Carreteio explica o papel da planta de Iperó/Boituba para atender a demanda por FPSOs, requisitos de conteúdo local e o avanço em digitalização e hidrogênio

Por Gilberto Lima

Compartilhe Facebook Instagram Twitter Linkedin Whatsapp

A fabricante alemã de instrumentação e tecnologia de medição Wika colocou em operação sua nova planta industrial no interior de São Paulo, fruto de um investimento próprio de cerca de R$ 100 milhões. Presente há 45 anos no Brasil, a companhia estruturou o novo complexo fabril não apenas para atender à demanda doméstica por conteúdo local, mas também como polo exportador de equipamentos para suas subsidiárias e distribuidoras em toda a América Latina.

Em entrevista à Brasil Energia durante a ROG.e, o diretor comercial da Wika do Brasil, Fernando Carreteiro, destacou que a ampliação produtiva prepara a empresa para o novo ciclo de contratação de FPSOs e para as perspectivas exploratórias na Margem Equatorial, onde o grupo já acumula experiência operacional na Guiana. O executivo também detalhou a transição do portfólio tradicional de instrumentos mecânicos para sensores digitais voltados à manutenção preditiva, além do desenvolvimento de tecnologias de medição criogênica voltadas à cadeia do hidrogênio.

Veja os principais destaques da entrevista:

Aporte fabril de R$ 100 milhões e polo regional

A nova fábrica conta com 40 mil m² de área construída e uma reserva de área equivalente para futuras expansões. Erguida com capital próprio, a unidade abastece o mercado interno — atendendo às exigências regulatórias de conteúdo local — e exporta para subsidiárias da companhia na Argentina, Chile, Colômbia e México.

Ciclo de FPSOs e competitividade de preços

Tendo participado de grande parte dos projetos do pré-sal na Bacia de Santos, tanto em plataformas quanto em refinarias, a Wika prevê aumento substancial de demanda por instrumentação naval. Os ganhos de escala proporcionados pela nova fábrica visam absorver o volume de encomendas sem repassar pressões inflacionárias de insumos ao cliente final.

Atuação na Margem Equatorial e Guiana

A companhia aposta na retomada do dinamismo offshore impulsionada pela Margem Equatorial brasileira. A empresa já opera no arco norte da América do Sul por meio do atendimento a projetos na Guiana, realizado em coordenação com a subsidiária norte-americana do grupo.

Transição da instrumentação para digitalização

Diante da demanda por descarbonização e confiabilidade operacional, o fornecimento migrou de manômetros e termômetros convencionais para sistemas com sensoriamento contínuo e inteligência de dados. A tecnologia viabiliza manutenção preditiva em tempo real, mitigando paradas não programadas e falhas em ambientes críticos.

Soluções para transição energética e hidrogênio

Embora projete que o setor de petróleo permanecerá relevante e ativo por décadas, a Wika diversificou seu portfólio com instrumentos de temperatura criogênica voltados para cadeias de baixo carbono, com foco em infraestruturas de hidrogênio e redução de pegada de carbono industrial.

Segurança operacional em áreas sensíveis

A empresa disponibiliza soluções homologadas globalmente para medição de cinco grandezas primárias de processos (pressão, temperatura, nível, vazão e força), garantindo controle rigoroso de variáveis para prevenir incidentes e atender aos padrões de tolerância zero em ecossistemas de alta sensibilidade socioambiental.

Veja a entrevista na íntegra aqui.

Veja outras notícias sobre rog.e 2026

Últimas