Para CEO da Airbus, Brasil pode ser a Arábia Saudita do SAF
“É um potencial muito grande”, disse Gilberto Peralta, presidente da Airbus Brasil e presidente do CA da Helibras, durante Fenabio
A 2ª edição da FenaBio começou nesta quarta-feira (12), durante a Fenasucro & Agrocana, em Sertãozinho (SP), e focou no debate em novos mercados para a bioenergia e as das transformações da matriz energética
Entre os mercados em expansão está o Combustível Sustentável de Aviação (SAF). Especialistas apontaram a disponibilidade de biomassa, a experiência brasileira com biocombustíveis e a diversidade de rotas tecnológicas como vantagens para o desenvolvimento dessa cadeia no país.
Segundo Gilberto Peralta, presidente da Airbus Brasil e presidente do Conselho de Administração da Helibras, o país tem potencial para ser a Arábia Saudita do SAF, podendo ser o maior produtor mundial. “O Brasil pode produzir quase dez vezes mais do que aquilo que a gente consome. É um potencial muito grande”, afirmou.
Xadrez geopolítico abre uma oportunidade
No painel sobre geopolítica, especialistas avaliaram que a busca dos países por maior segurança energética abre oportunidades para o Brasil ampliar sua presença como fornecedor de biocombustíveis.
“O xadrez geopolítico abriu uma oportunidade para a bioenergia brasileira, que ganhou espaço por se apresentar como uma alternativa viável para a transição energética. Nosso país tem maturidade tecnológica e potencial para se consolidar como fornecedor confiável de biocombustíveis”, disse Lucas Rodrigues, especialista em Economia e Dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA).
Mobilidade sustentável
Os biocombustíveis também estiveram no centro do debate sobre o futuro da mobilidade. No painel “Híbridos-flex, EVs e o futuro da mobilidade sustentável”, representantes de montadoras apresentaram inovações e estratégias voltadas à descarbonização do transporte.
João Irineu Medeiros, vice-presidente da Stellantis, reforçou que o Brasil é uma referência na produção de alternativas sustentáveis e também nas políticas públicas de incentivo aos biocombustíveis. “Nós estamos dando um exemplo, com políticas públicas, de redução de 35% da emissão de carbono em dez anos. Sem contar a frota de veículos de etanol já rodando”, destacou.
A programação da FenaBio continua nesta quinta-feira, dia 13, com novos debates sobre a bioeconomia brasileira. A Fenasucro & Agrocana segue até sexta-feira, dia 14.
Veja outras notícias sobre fenabio 2026



